segunda-feira, 12 de novembro de 2012
A Visita da Cornélia
Um dia surgiu, brilhante
Entre as nuvens, flutuante,
Um enorme Zeppelin.
Pairou sobre os edifícios,
Abriu dois mil orifícios
Com dois mil canhões assim.
A cidade apavorada
Se quedou paralisada
Pronta pra virar geleia,
Mas do Zeppelin gigante
Desceu Merkel, comandante,
e falou assim: "Mudei de ideia!
Quando vi nesta cidade
Tanto horror e iniquidade,
Resolvi tudo explodir,
Mas posso evitar o drama
Se aquele formoso Coelho
Esta noite me servir".
sexta-feira, 9 de novembro de 2012
SôZé
– E Pérolas, SôDalai?
– Tenho um bombom, SôZé.
– Venha ele, caramba!
– A menina do trânsito, hoje, no
duche.
– Fresquinha!
– Fresquíssima!
– Chute.
– Acidente entre Elvas e Borbas.
– Linda. Grande artista, a menina do
trânsito.
– Nada disso. Emendou imediatamente, a
estúpida.
– Está a falar a sério? Há pessoas que
não têm a noção.
– Não têm, não. Pérolas a porcos.
– Oinc.
– Oinc oinc.
A Visita da Cornélia
Espaço aéreo português encerrado na segunda-feira para impedir visita de
Angela Merkel.
quinta-feira, 8 de novembro de 2012
quarta-feira, 7 de novembro de 2012
SôZé
-
Obrigado, SôDalai, por nos poupar a lugares-comuns do género «Terça-feira negra
para Romney».
– Por acaso ia mandar esse PDL, SôZé. Acha assim tão mau?
– Deixe
estar. E então, o que achou das primeiras palavras do presidente?
– Gostei do
agradecimento à família e aos apoiantes, com destaque para o Sandy.
– Isso.
Olhe, e a quem lhe parece que ele se referia quando disse que queria acabar o
que tinha começado?
– À América, penso eu.
– Ah, talvez. E há aquela parte em
que diz que o melhor está para vir.
– Essa entendi como previsão de que o
próximo presidente vai ser uma mulher.
– Ou um heterossexual.
– Isso.
– Mas diga-me
uma coisa, SôDalai. O senhor não gosta do Obama?
– Gosto, até gosto bastante,
mas a gente malha no que ganha, não é?
– Por momentos pensei que desejava a
vitória do Romney.
– Credo, não, homessa, t'arrenego. Se ele ganhasse, pintava
a cara de preto.
terça-feira, 6 de novembro de 2012
segunda-feira, 5 de novembro de 2012
sexta-feira, 2 de novembro de 2012
Supônhamos
«Eu por acaso sei como as coisas se passaram, mas pediram-me para não contar.»
– Como começaria um Evangelho escrito por uma apóstola.
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