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segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

SôZé


- E o Benfica não perdeu com o Braga e não foi eliminado da Taça, pois não, SôDalai?

- Isso. É um desses imprevistos em que o futebol é fértil.

- E que faz o seu fascínio.

- Isso.

Portagem


Era uma portageira de fazer parar o trânsito.

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Passado



O Futuro não sabemos, mas o Passado está traçado.

Corrupção


Corrupção? É embalsamar o cadáver.

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Open Space



Open Space à portuguesa: mais open que space.

Horas


«Eh pá, olha as horas que já são!» - João, 12:47

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Tortura



Tortura é formosura.

País



Isto é um país de indiossocrasias.

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Cruzadas



As Cruzadas foram uma ideia peregrina.

Dicção



Deve ser uma fustação, não conseguir dizer pogama.

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Crónicas Agudas - O Céu a Seu Dono



Este ano vou pôr o Menino Jesus à janela. Apesar de não ser muito dado a estes números. A fé não se pendura, prova-se, mais incoerência menos fraqueza. Brilhe a vossa luz no meio dos homens de modo a que vendo as vossas boas obras, obras, glorifiquem a Vosso Pai que está nos Céus, e assim. Mas este ano, vou pendurá-l'O, não só por amor ao Menino, mas também por raiva. Lá está. Raiva também, I'm afraid. A fraqueza.
Tudo começou na quarta classe. A professora mandou cada um fazer um trabalho manual, e eu fiz uma ponte sobre o Tejo, na altura ainda era Salazar, tal a minha idade, com tábuas e pregos e cordel. A professora adorou, o que foi óptimo, e o Coiso também, o que foi péssimo. Coiso, porque não me lembro de como se chamava, memória selectiva seguramente, protecção anti-trauma. O Coiso era um Chato. Era muitíssimo mais velho que nós, e tinha fama de ser o maior nos trabalhos de manuais, ao contrário de mim, que era péssimo nos acabamentos e costumava apresentar as coisas mal amanhadas, tinta e cola à vista, e esquadria mais que obtusa, desilusão da professora, ah, se tu quisesses. Mas sobretudo, a fama que tinha servia-lhe para se apropriar da fama dos outros, que nem cuco amante de ninhos quentes. E logo ali se apropriou da minha ponte, aquele meu trabalhinho que por uma vez tinha corrido tão bem, e começou a vomitar sugestões que logo a transformariam na Ponte de Vila Franca, ou pior. Pior, a Professora concordava. Mas eu não. Entrei de pitons e garanti a tutti quanti que na minha ponte ninguém se atravessava. O céu a seu dono. Só de raiva. Morde aqui a ver se eu deixo. Tunga, tameim le dice.
Mas isto tudo a propósito do Pai Natal. O Pai Natal é o caso típico do ex-empregado que tem mais sucesso que o ex-patrão. O Pai Natal não seria ninguém se o Menino Jesus não tivesse nascido. Ainda estaria a ordenhar renas na Lapónia, era de origens humildes, e lá como cá o povo é quem mais ordenha. Nascido o Menino, porém, a sua vida mudou. Aos poucos e poucos, foi-se aproveitando do pouco apego do Menino aos bens materiais para começar a oferecer bonecas e comboínhos à rapaziada, com isso lhes granjeando as boas graças. Fast forward, e a Coca-Cola topa-o, arranja-lhe uma farpela catita e aqui o temos com o visual que lhe conhecemos hoje, com aquele Ho-Ho-Ho que adoptou duma vez que se engasgou com um osso de peru. A coisa foi correndo, o homem foi fazendo o que lhe mandavam, basicamente vendeu-se ao mercado, e hoje é basicamente o Mike Melga de PPRs, hambúrgueres, automóveis, telemóveis e até brinquedos. Quanto às entregas da noite de Natal, já não estão a seu cargo, por manifesta falta de tempo e insuficiência renal, sendo agora da responsabilidade da DHL, que leva a carta a Garcia com muito mais eficácia e rapidez.
Tudo isto para dizer que me chateia a usurpação de identidades. Quando vejo o Pai Natal, peito cheio de ar a trepar pela caleira, passo-me. Se és comunista, pendura o Che com um certo orgulho. Se budista, o Buda. Se és americano e/ou Director de Marketing, vai para o diabo que te carregue e leva o Pai Natal contigo. A ponte é minha, o Menino Jesus é meu, e só empresto a quem não pedir um berbequim em troca. 

IKEA



É mais fácil montar um garanhão selvagem que uma estante IKEA.

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Beleza



A verdadeira beleza é interior. Engula um bâton.

SôZé



- O Pêra-de-Bancário vai ganhar outra vez, SôDalai.

- Mais o bandido do secretário de estádio, o não-sei-quê.

- Dizem que vai dar lucro.

- Já devem estar a contar com o dinheiro do FMI.

- É disto que o meu povo gosta.

- Pelo menos não temos de construir estádios.

- Em Portugal.

- Enfim. Mais alguma coisa?

- O habitual. 1 de Dezembro, Dia da Restauração e Similares.

- Filme de arquivo?

- Pois. Reuniram-se em trono de Sua Alteza Real.

- E Pérolas?

- Ah, isso sim, e das boas.

- Chute.

- Expresso, página 31. «Quando se imaginava que a violência ia recrudescer, aumentou.»

- Lindo.

- No fundo, a imaginação estava certa.

- Poder à imaginação.

- Pois. Quando se imagina que a ignorância vai recrudescer, ela arranja maneira de aumentar.

- A vaca.

Mundial



Se hoje às 15H não ganharmos a organização do Mundial, não desanimemos, porque da próxima vez perderemos seguramente.