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segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Sapos



Tenho de engolir muitos sapos vivos, para levar comida para casa. – Serpente

Crónicas Agudas


País Dá à Costa


O aquecimento global - ou, como se diz mais recentemente, para acautelar que os factos desautorizem as previsões, as alterações climáticas -, não param de nos surpreender com acontecimentos insólitos. Depois das baleias que se suicidam em massa junto à praia, depois dos pássaros que caem do céu em revoadas, eis que começam agora a dar às costas europeias, inopinadamente, não cetáceos, não aves, mas países.
Primeiro foi a Grécia, depois a Irlanda, agora Portugal. Neste caso, mais do que nos outros, choca que um país que sempre se soube marítimo, cujas migrações habituais percorreram séculos a fio todo o globo, mais que qualquer baleia, tubarão ou alforreca, do Mar do Norte ao Mar de Timor, do Atlântico Sul ao Índico, do Pacífico ao Mar da China, esteja agora à beira-mar encalhado, na costa ocidental da Europa, e daqui pareça não conseguir libertar-se.
As explicações dadas são muitas e diversas, mas a mais consensual é a alteração radical dos hábitos de alimentação ao longo das últimas décadas. Enquanto antes tinha de lutar diariamente pelo alimento, mantendo-se vivaz por pressão da lei da sobrevivência, vivia ultimamente à custa do alimento fácil que lhe era providenciado. Com o maná que lhe caía de terra, foi-se acomodando, engordando, perdendo agilidade, cada vez mais incapaz de percorrer os mares. Os seus habitantes, que in illo tempore apreciaram a mudança de vistas que lhes proporcionava a vida no mar, foram-se resignando a ser alimentados à mão. Até que quem dava a comida deixou de poder ou de querer. E o país passou a viver das reservas, ainda gordo, ainda flácido, mas cada vez menos musculado. E restava-lhe encalhar no sítio que um dia o viu nascer, num regresso melancólico ao ventre perdido. Os ecologistas tratam agora, sem grande entusiasmo, de lhe manter a pele húmida, trocando opiniões cépticas na praia sobre as possibilidades de sobrevivência, à espera duma maré viva que não há meio de chegar. O que ninguém consegue é fazê-lo flutuar, e isso por uma razão inamovível: cansado e abúlico, não quer. Mas diz quem sabe, contra a corrente,  que não será ainda desta a morte do país. Quando estiver prestes a exalar o último suspiro, quando perdido todos o acharem, o país terá um arremedo final e, entusiasmado por ter de novo lutar um dia de cada vez, não dependente de resultados alheios, dará um irresignado e violento golpe de cauda e voltará ao oceano, por mais vaza que esteja a maré. Pode bem ser. Há mais marinheiros que marés neste país desconcertante mas amado que há tanto tempo navegamos.

Serpente



A serpente ensinou Eva a distinguir entre o bem e o mal, e Adão a comer fruta entre as refeições.

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Real Mente



D. Duarte, quando diz que quer ser Rei, está a reinar.

SôZé



- E o Benfica contratou o Jardel, SôDalai? Como é que explica?
– Não explico, SôZé. Para isso tinha de ser um áugure especializado em previsão do passado.
– E a seguir, vão tentar o Madjer? O Frasco? O Lima Pereira?
– Uma coisa é evidente. Trata-se de uma actualização da prática antropofágica de comer os adversários mortos para se apoderar da sua vitalidade e qualidades guerreiras. No fundo, um ad hominem às avessas.
– O que quer que isso signifique.
– O que quer que isso signifique, SôZé.

O pós-24



Cavaco sugere que mudará de orientação sexual relativamente ao PM no segundo mandato.

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Cunhal



Álvaro Cunhal 1913-2005
Consagrou a vida à luta por uma ditadura melhor.

Obrigações



Procura das Obrigações do Tesouro a 5 anos quase duas vezes superior à oferta. Ministro atribui sucesso da operação à credibilidade do Estado português. Especialistas preferem realçar taxa de 4,675% e garantia de 10 milhões de portugueses como escravos sexuais.

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Anafada do Lar



Tinha uma mulher tão gorda, que para a abraçar tinha de chamar dois amigos.

Hipérbole



«O governo a que presido lançou as sementes de um Portugal mais moderno, mais justo, mais solidário.». – Hipérbole do semeador

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Interesses



As pessoas procuram políticos que lutem pelos seus interesses, mas só acham políticos que lutam pelos seus interesses.

Novo Ano



Quando me desejam Bom Ano Novo, sinto-me como um gnu a quem desejam Bom Crocodilo.